Dicas e manuais
sexta-feira, 25 de março de 2011
Material da aula do 2° Encontro Presencial do Redefor - CNT
ALTERNATIVAS EDUCATIVAS PARA ECONOMIZAR ENERGIA CONTRIBUINDO PARA SALVAR O PLANETA
19 de março de 2011
1- Integração das cidades por meio de ciclovia
• A Baixada Santista é uma região plana o que favorece a implantação de um sistema de ciclovia
2- Estimular a Carona Solidária
• É uma maneira de diminuir o fluxo de veículos
• Diminuição da emissão de poluentes atmosféricos
• Proporciona uma melhor qualidade de vida, através de práticas esportivas
3- Transporte coletivo mais eficiente e com maior qualidade
• Diminui a emissão de poluentes atmosféricos
• Incentiva a população a fazer uso do transporte coletivo
4- Implantação de energia solar na iluminação publica
Ex: No Estado do Ceará
• Redução da dependência de uma única matriz energética
• Diminui a poluição visual e o uso de matérias primas, por não necessitar de fiação elétrica
• Redução do gasto energético pela população, uma vez que estimula a educação e a redução desenfreada de energia
5- Redução do consumo energético
• Através da educação, conscientizar o cidadão em relação a redução do consumo energético e ao desperdício de energia.
Integrantes:
• Alessandro Rosini – Biologia
• Elaine Barbosa Azevedo - Biologia
• Fabio Roberto Lessa de Oliveira – Física
• Mariângela Silva Macedo de Carvalho – Química
• Rosângela Rodrigues Vieira – Química
• Selmolaine de Mattos – Biologia
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Tema: Matrizes Energéticas
Subtema: Energias Renováveis
Objetivo Geral: Informar os alunos sobre as diferentes opções de fontes de energia que foquem a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, visando frear os impactos do aquecimento global provocado por ações antropogênicas, criando nos alunos uma postura de consciência global sobre esses aspectos.
Objetivo Específico: Trabalho interdisciplinar direcionado e sincronizado nos componentes curriculares da área das Ciências da Natureza.
Público-Alvo: 9º ano do EF e 2º do EM.
Procedimento:
Cada área do conhecimento abordará o tema proposto, subsidiando discussões baseadas no currículo específico, visando o alcance dos objetivos.
A utilização de vídeos e pesquisas em sites específicos, subsidiará os debates.
Como conclusão os alunos (divididos em grupos) deverão apresentar uma produção literária ou multimídia abordando os aspectos químicos, físicos, biológicos, políticos e sociais que foram desenvolvidos.
Professores:
Ana Paula Ramos e Santos
Jandira Fortunato Canfild
Denise Cassiano
Ana Amélia de Abreu
Cynthia Stelita Schaldi
Sidnei Ribeiro de Moraes
Rosemary Grushka
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Desafio aos professores: aliar tecnologia à educação
Por Nathalia Goulart
Seja por meio de celular, computador ou TV via satélite, as diferentes tecnologias já fazem parte do dia a dia de alunos e professores de qualquer escola. Contudo, fazer com que essas ferramentas de fato auxiliem o ensino e a produção de conhecimento em sala de aula não é tarefa fácil: exige treinamento dos mestres. A avaliação é de Guilherme Canela Godoi, coordenador de comunicação e informação no Brasil da Unesco, braço da ONU dedicado à ciência e à educação. "Ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional." O desafio é mundial. Mas pode ser ainda mais severo no Brasil, devido a eventuais lacunas na formação e atualização de professores e a limitações de acesso à internet - problema que afeta docentes e estudantes. Na entrevista a seguir, Godoi comenta os desafios que professores, pais e nações terão pela frente para tirar proveito da combinação tecnologia e educação.
Qual a extensão do uso das novas tecnologias nas escolas brasileiras?
Infelizmente, não existem dados confiáveis que permitam afirmar se as tecnologias são muito ou pouco utilizadas nas escolas brasileiras. Censos educacionais realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a maioria das escolas públicas já tem à sua disposição uma série de tecnologias. No entanto, a presença dessas ferramentas não significa necessariamente uso adequado delas. O que de fato se nota é que ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional.
Quais devem ser as políticas públicas para incentivar as tecnologias em sala de aula?
Elas precisam ter um componente fundamental de formação e atualização de professores, de forma que a tecnologia seja de fato incorporada no currículo escolar, e não vista apenas como um acessório ou aparato marginal. É preciso pensar como incorporá-la no dia a dia da educação de maneira definitiva. Depois, é preciso levar em conta a construção de conteúdos inovadores, que usem todo o potencial dessas tecnologias. Não basta usar os recursos tecnológicos para projetar em uma tela a equação "2 + 2 = 4". Você pode escrever isso no quadro negro, com giz. A questão é como ensinar a matemática de uma maneira que só é possível por meio das novas tecnologias, porque elas fornecem possibilidades de construção do conhecimento que o quadro negro e o giz não permitem. Por fim, é preciso preocupar-se com a avaliação dos resultados para saber se essas políticas de fato fazem a diferença.
As novas tecnologias já fazem parte da formação dos professores?
Ainda é preciso avançar muito. Os dados disponíveis mostram que, infelizmente, ainda é muito incipiente a formação de professores com a perspectiva de criação de competências no uso das tecnologias na escola. Com relação à formação continuada, ou seja, à atualização daqueles profissionais que já estão em serviço, aparentemente nós temos avanços um pouco mais concretos. Há uma série de programas disponíveis que oferecem recursos a eles.
Para os alunos, qual o impacto de conviver com professores ambientados com as novas tecnologias?
As avaliações mais sólidas a esse respeito estão acontecendo no âmbito da União Europeia. Elas mostram que a introdução das tecnologias nas escolas aliada a professores capacitados têm feito a diferença em alguma áreas, aumentando, por exemplo, o potencial comunicativo dos alunos.
As relações dentro da sala de aula mudam com a chegada da tecnologia?
O que tem acontecido - e acho que isso é positivo, se bem aproveitado - é que a relação de poder professor-aluno ganha uma nova dinâmica com a incorporação das novas tecnologias. Isso acontece porque os alunos têm uma familiaridade muito grande com essas novidades e podem se inserir no ambiente da sala de aula de uma maneira muito diferente. Assim, a relação com o professor fica menos autoritária e mais colaborativa na construção do conhecimento.
É comum imaginar que em países com um alto nível educacional a integração das novas tecnologias aconteça mais rapidamente. Já em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde muitas vezes o professor tem uma formação deficitária, a incorporação seja mais lenta. Esse pensamento é correto?
Grandes questões sobre o assunto não se colocam apenas para países em desenvolvimento. É o caso, por exemplo, de discussões sobre como melhor usar a tecnologia e como treinar professores. O mundo todo discute esses temas, porque essas novas ferramentas convergentes são um fenômeno recente. Porém, também é correto pensar que nações onde as pessoas são mais conectadas e têm mais acesso a dispositivos devem adotar a tecnologia em sala de aula de modo mais amplo e produtivo. Outro fenômeno detectado no mundo todo é o chamado "gap geracional", ou seja, os professores não nasceram digitalizados, enquanto seus alunos, sim.
O senhor vê algum tipo de resistência nas escolas brasileiras à incorporação da tecnologia?
Não acredito que haja uma resistência no sentido de o professor acreditar que a tecnologia é maléfica, mas, sim, no sentido de que ele não sabe como utilizar as novidades. Não se trata de saber ou não usar um computador. Isso é o menor dos problemas. A questão em jogo é como usar equipamentos e recursos tecnológicos em benefício da educação, para fins pedagógicos. Esse é o pulo do gato.
Quais os passos para superar a formação deficitária dos professores?
A Unesco sintetizou em livros seu material de apoio, chamado Padrões de Competências em Tecnologia da Informação e da Comunicação para Professores. Ali, dividimos o aprendizado em três grandes pilares. O primeiro é a alfabetização tecnológica, ou seja, ensinamos a usar as máquinas. O segundo é o aprofundamento do conhecimento. O terceiro pilar é chamado de criação do conhecimento. Ele se refere a uma situação em que as tecnologias estão tão incorporadas por professores e alunos que eles passam a produzir conhecimento a partir delas. É o caso das redes sociais. É importante lembrar que esse processo não é trivial, ele precisa estar inserido na lógica da formação do professor. Não se deve achar que a simples distribuição de equipamentos resolve o problema.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Em tempos de nativos digitais: a inovação educacional
Os alunos de hoje dificilmente recusam a utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na aprendizagem. Para eles, as TIC não representam uma barreira à aprendizagem, pois são instrumentos que eles conhecem desde sempre, que apreciam e que dominam com naturalidade. Por outro lado, os docentes, em sua maioria, ainda são da mesma geração da década de 90, que não conviveram com as TIC desde pequenos e aprenderam a aprender e a ensinar com outros tipos de recursos. Os professores, então, têm de se adaptar ao mundo das tecnologias e muitas vezes, têm dificuldade em "tirar os pés totalmente do passado", como um imigrante.
Eduardo Chaves em seu artigo "Filosofia da Educação: Um Encontro Possível entre o Professor e a Tecnologia", escrito em 2000 (há dez anos!), propôs que o maior desafio para o uso pedagógico da tecnologia "não é o custo do equipamento, não é a inexistência de software adequado e não é a dificuldade técnica de capacitar o professor no manejo dessa tecnologia", mas sim a falta de consenso sobre o conceito de educação e, consequentemente, sobre o papel da escola e deles próprios, os professores, dentro da escola. Assim, dificilmente eles estarão em acordo em relação ao uso que deve ser feito do computador nesse ambiente. Vale ressaltar que nessa época, em 2000, o uso da Internet ainda era muito restrito. A Web 2.0 ainda não havia sequer dado sinal de vida.
Nesse mesmo artigo, Chaves menciona outro artigo seu publicado em 1983 (há mais de 20 anos!) em que dizia que “fundamentalmente, a controvérsia maior ocorre entre os que defendem a utilização do computador basicamente como um instrumento de ensino e os que defendem a utilização do computador basicamente como uma ferramenta de aprendizagem. Pode parecer que a questão não é tão fundamental assim e que tudo não passaria de uma questão de ênfase. Contudo, há aspectos importantes por detrás destas colocações”.
A concepção de educação que enfoca o ensino, está fundamentada na visão Durkheimniana de que a educação é um processo de transmissão de conhecimentos de uma geração a outra, preservando a tradição cultural de um grupo e reproduzindo as estruturas sociais. Essa visão foi duramente criticada pelos escolanovistas e, no Brasil, encontrou possivelmente em Paulo Freire o seu maior oponente. Nessa perspectiva, a tecnologia tem uma utilidade pedagógica um tanto quanto limitada. Como ferramenta de ensino, ela é bastante utilizada como instrumento de acesso à informação, ao conhecimento historicamente produzido, e só.
Do outro lado, encontramos a concepção de educação que enfoca a aprendizagem como principal elemento. Nessa concepção, o professor deixa de ser o "transmissor", e passa a ser o facilitador, mediador da aprendizagem. Conforme sugere Freire, a aprendizagem não se dá em processos individuais, mas na interação com o outro, com o mundo. Nesse contexto a tecnologia adquire outra dimensão. Uma ferramenta que possibilite não apenas a interação entre aluno - professor, inclusive em outros ambientes além da sala de aula, mas também entre aluno - aluno e aluno - mundo simultaneamente, é bastante bem-vinda. Nessa perspectiva a tecnologia é essencialmente uma ferramenta de aprendizagem.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Webcidania: converse com os candidatos pelo Twitter
Desafio 4 da Pauta |
Você é um cidadão! E pode aproveitar as eleições para falar diretamente com os candidatos, políticos e com os partidos. Pode fazer perguntas, dar sugestões e cobrar pela atuação (ou falta de atuação) deles usando o Twitter. Torne-se um webcidadão!Como?
1 - Escolha o/a(s) candidato/a(s), político/a(s) ou partido(s) político(s) para o/a(s) qual(ais) deseja enviar uma mensagem pelo Twitter.
2 - Caso não tenha o Twitter dele(a), faça uma pesquisa para descobrir. Como?
Uma dica é usar o Google. Coloque no campo de pesquisa o nome do partido, ou do(a) candidato(a) ou do(a) político(a). Nos sites que encontrar pode haver a informação de qual é o Twitter dele/a(s).
Outra maneira é usar uma ferramenta do Twitter para localização de pessoas e instituições. Depois de fazer o login no seu Twitter, clique em "Find People", digite o nome que procura e clique em "Search". Estas orientações constam do tutorial sobre uso do Twitter, publicado aqui no Minha Terra: veja.
Você pode experimentar outras formas de localizar estas informações! Use sua criatividade e seus conhecimentos!
3 - Agora que você já tem o Twitter dele(a), é só enviar sua mensagem. Você ainda não tem o seu Twitter? Então crie um agora!Veja como.
Para enviar sua mensagem, é muito importante escrever, antes da mensagem, o perfil do destinatário (@ seguido do nome do destinatário escolhido e localizado por você) e a tag (marca)#eunaeleicao (não se usa ç nem acentos no Twitter).
Em seguida, digite sua pergunta, seu comentário, sua sugestão ou mesmo a sua cobrança! O desafio é ainda maior porque você só tem 140 caracteres de espaço para construir sua mensagem!Exemplo: "@fulano #eunaeleicao sugiro ajudar mais os idosos com leis sobre saúde familiar para não precisarem sair de casa e irem até hospitais"
4 - Conte no blog do Minha Terra sobre sua ação e também se recebeu alguma resposta, copiando-a em sua mensagem. Aproveite para nos enviar, através do Twitter, a resposta que recebeu, incluindo na mensagem o perfil @minhaterra.
Parabéns! Você agora é um Webcidadão: ainda não pode votar, mas já está ajudando o Brasil a melhorar, atuando politicamente por meio da internet.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Seis Pilares da Educação Digital - PED
* Busca de informações (pesquisa da informação)
* Organização, armazenamento e recuperação das informações encontradas (gestão da informação)
* Análise, processamento e avaliação das informações (tratamento da informação)
* Troca e permuta das informações em contextos interpessoais (compartilhamento da informação)
* Divulgação oral e escrita da informação em contextos públicos (disseminação da informação)
* Discussão e debate da informação (crítica da informação)
De Eduardo Chaves.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Explorando Mensagens Instantâneas (SMS)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Celular e a Matemática
terça-feira, 24 de agosto de 2010
PROJETO “CELULAR NA ESCOLA”

segunda-feira, 23 de agosto de 2010
ESCOLA E CELULAR EM DISCURSO AFINADO
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dados interessantes
- Internet na medicina reduz em 50% ida de pacientes para grandes centros
- Redes sociais terão 800 milhões de usuários até 2010
- Mais de 45 milhões de brasileiros usam redes sociais para compartilhar no Brasil
- 29% dos brasileiros entre 10 e 17 anos declararam preferir falar com amigos e família online do que pessoalmente.
- Jovens de 12 a 17 anos ficam em média 70 horas on-line por mês, o equivalente há 140 minutos por dia.
- 13 horas por semana (111 minutos por dia ou 79% do total) são em sites de relacionamento.
- Redes sociais são rotina para 72% dos adolescentes.
- 66% dos pais monitoram a vida dos filhos na internet.
- Brasil é o segundo país com mais usuários no Twitter.
- Redes sociais serão maior alvo de ataque virtual neste ano 2010.
- Sexo e pornografia estão entre as 5 palavras mais buscadas na web.
- 43% dos internautas já visualizaram conteúdo pornográfico na rede.
- Só 3% dos sites de conteúdo adulto solicitam a idade do internauta.
- 35% de todos os downloads feitos a partir da internet são de conteúdo pornográfico.
- Segundo relatório da empresa de monitoramento de internet Pingdom, 81% dos e-mails enviados no mundo em 2009 foram spam.
- 90 trilhões número de e-mails enviados em 2009.
- 247 bilhões, média de e-mails enviados por dia.
- 1,4 bilhão é o número de usuários de e-mail em todo mundo.
- 100 milhões de internautas abriram contas de e-mail no ano de 2009.
- 92% pico do nível de spam registrado no fim do ano.
- 24% crescimento no volume de spam de 2008 para 2009.
- 200 bilhões é o número de spams que circulam por dia no mundo.
- 234 milhões de sites na internet em dezembro de 2009.
- 47 milhões de sites foram criados em 2009.
- 126 milhões de blogs estão ativos na web.
- 27,3 milhões tweets (mensagens) por dia no Twitter.
- 350 milhões de pessoas estão no Facebook.
- 4 bilhões de fotos hospedadas no Flickr (em outubro de 2009).
- 2,5 bilhões de fotos colocadas no Facebook todo mês.
- 1 bilhão é o total de vídeos que o Youtube apresenta por dia.
- 82% é o percentual de internautas que veem vídeos online.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Pesquisa derruba o mito de que professores mais jovens usam mais tecnologia em sala de aula
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O Hibridismo e a educação
Wanda Camargo
No século XV Gutenberg aperfeiçoou e tornou operacional a prensa móvel; com isso e a utilização do papel, os livros tornaram-se sensivelmente mais baratos que os manuscritos copiados à mão em pergaminho. A possibilidade de muito mais pessoas terem acesso ao conhecimento gerou ainda mais conhecimento e novas ideias, uma sinergia intelectual que a humanidade ainda não havia experimentado.
Dessa sinergia originaram-se os conceitos filosóficos, científicos e políticos que dominariam a cena nos séculos seguintes. A evolução da tecnologia, filha da ciência, culminou nas revoluções industriais e, já em nossos dias, na revolução da informação.
O armazenamento e o processamento rápido de dados, a propagação do uso dos computadores pessoais e a internet mudaram radicalmente nosso mundo. Os modos de produção são outros, são outras as relações de trabalho, até as relações pessoais estão em mutação.
Há pouco mais de quarenta anos, administradores, economistas, engenheiros e contadores usavam calculadoras de manivela, réguas de cálculo e tabelas de logaritmos para fazer o seu trabalho; o advento de calculadoras eletrônicas relativamente baratas praticamente aposentou aqueles recursos, mas não tornou desnecessários os profissionais que os usavam. Pelo contrário, equipamentos mais rápidos passam a demandar noções mais acuradas do que se pretende fazer com eles. Mesmo com os programas de desenho e de cálculo, não é "o computador que faz" projetos de edifícios, são engenheiros e arquitetos que os fazem, usando o computador como instrumento. Porém, mais que alguns anos atrás, estes profissionais precisam estar extremamente atualizados com as mais recentes descobertas, perfeitamente "antenados" com o estado da arte de sua área de atuação.
Neste mundo, onde as máquinas e os métodos tornam-se obsoletos quase na hora em que entram em operação, precisamos desenvolver nosso potencial de aprendizado contínuo. Estamos em crescente processo de hibridismo cultural, trocando informações de forma quase instantânea, misturando economias, gastronomia, diversão e até mesmo conceitos religiosos.
O idioma já não é um empecilho, nossos tradutores eletrônicos nos permitem acesso ao que de melhor (ou pior) é produzido mundialmente sobre qualquer assunto, nosso conhecimento compartilhado em rede supera as bibliotecas de nossa cidade embora não as torne desnecessárias.
É complexo estabelecer hoje aquilo que é, ou não, característico de nossa cultura, já que comer sushi é possível em cada esquina, e este é prato preferido de grande parte de nossos jovens. As roupas que usamos são vendidas na quase totalidade do planeta, boa parte dos autores que lemos tem obras disponíveis em livrarias de muitos países. O último avanço científico está nas páginas de nossos jornais diariamente.
Como ensinar nos dias atuais? Como aprender? O processo da hibridação cultural traz mescla de discursos, nem todos legítimos, alguns contraditórios, e, assim como as alterações na constituição da família e originalidade do exercício profissional, encaminham novos temas aos currículos escolares, novas resistências e confrontos. Na paleta pedagógica, a todos cabe a difícil arte de recontextualizar o cotidiano.
Wanda Camargo, Comissão do Processo Seletivo das Faculdades Integradas do Brasil - Unibrasil.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O que fazer com o computador na aula de português? [continuação]
Aqueles professores que já estão convencidos de que o computador tem seu lugar na escola se perguntam sobre qual é a melhor forma de usá-lo na aula de português. Afinal, o que fazer com ele?
Mais uma vez vale lembrar que, para usar o computador na sala de aula, é preciso desprender do que vem sendo feito na escola tradicionalmente há anos e vislumbrar uma nova realidade do ensino. Nessa nova realidade não há lugar para a decoreba nem para o que não é significativo para o aluno. O que está valendo são todas as tentativas de fazer com que o aprendiz se envolva na construção do seu próprio conhecimento. É também importante lembrar que a obtenção de resultados satisfatórios com o uso do computador depende de como esse equipamento está sendo usado. O computador não faz nada sozinho e nem faz milagres. Ele tem muitos recursos e nos dá acesso a uma infinidade de informações, no entanto, cabe ao professor planejar o uso desses recursos e informações em sua sala de aula.
Aqui estão algumas sugestões, entre inúmeras outras, para usar o computador na aula de português.
Uma delas seria fazer a home page da escola ou da turma na Internet. Home page é uma página ou conjunto de páginas da Internet. Nessa home page cada aluno teria seu espaço para se apresentar, falar de sua vida, seus hobbies, etc.; cada turma apresentaria suas descobertas, seus trabalhos, suas pesquisas, seus jornais, seus poemas, músicas, entre outras produções artísticas, exporia o calendário de eventos da escola, inclusive os eventos esportivos com direito a crônicas esportivas, tabelas, placares, prêmios, discussões, debates e tudo mais. Essa home page seria constantemente atualizada pelos alunos.
Outra sugestão é usar a Internet e CD Roms para fazer pesquisas. Os alunos podem pesquisar sobre assuntos relacionados a um tema que a turma escolher, por exemplo, esportes. Cada grupo pesquisa um esporte diferente ou jogadores de um mesmo esporte. Podem também pesquisar diferentes aspectos do mesmo esporte como regras, jogadores, campeões e campeonatos, história, etc. Feita a pesquisa os alunos vão fazer relatórios e apresentar para a turma. As informações colhidas e reescritas pelos alunos podem ser usadas para se fazer um mural, um livro ou serem colocadas na home page da escola. O mesmo pode ser feito em relação a qualquer outro assunto.
Os alunos podem também fazer visitas a museus e exposições como a Bienal de São Paulo. Cada grupo de alunos receberia, neste caso, a incumbência de pesquisar sobre um determinado autor ou arte de um país e apresentar sua pesquisa para os colegas.
Fazer o jornal da turma usando o editor de texto (Word) também é uma ótima atividade para ser feita nas aulas de português usando o computador. Esse jornal poderia conter notícias de economia, fofocas sobre os colegas, horóscopo, artigos feitos a partir das pesquisas dos alunos, etc. O editor de texto facilita a confecção do jornal, pois dispõe de inúmeros recursos que os alunos podem usar para fazer seu jornal parecer um jornal de verdade. Entre esses recursos podemos citar os diferentes tipos e tamanhos de letras, a possibilidade de trabalhar com colunas, a facilidade de inserir imagens, sem falar nos recursos de paginação, paragrafação, correção ortográfica, e na facilidade de modificar o texto sempre que isso se fizer necessário.
Muitas atividades podem ser feitas em forma de jogos como, por exemplo, o caso de o professor dar o nome de um quadro aos grupos de alunos, que devem encontrar na Internet o máximo de informações possíveis a respeito daquele quadro e do seu pintor, num espaço de tempo estipulado pelo professor. O grupo que encontrar mais informações será o vencedor. Depois, cada grupo apresenta para os colegas as informações que conseguiu encontrar. Uma variação dessa atividade é trabalhar com quadros diferentes do mesmo autor ou de autores diferentes para cada grupo.
O e-mail também pode oferecer oportunidades muito interessantes para o uso e reflexão sobre a nossa língua, a começar pelo estudo e discussão desse novo tipo de texto e das etiquetas da Net, que podem ser encontradas em qualquer provedor. Usando esse tipo de correio os alunos podem manter correspondência com alunos de outras escolas, além de poderem mandar perguntas e comentários aos autores vivos de livros e textos que eles leram ou estão discutindo. Os alunos podem também enviar comentários, críticas e sugestões para jornais da imprensa escrita ou falada através do correio eletrônico. As home pages normalmente incentivam a participação dos visitantes pedindo que eles mandem alguma sugestão, contribuam com informações relevantes aos assuntos das páginas, com críticas, etc., e o professor de português não pode deixar seus alunos perderem essas oportunidades reais de interação e uso da linguagem.
É importante lembrar que durante a realização dessas atividades professores e alunos deverão estar atentos à adequação e ao bom emprego dos elementos lingüísticos que estão sendo usados, como por exemplo, os elementos coesivos, a seleção lexical, a estruturação dos períodos, a organização do texto, entre outros.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A NOVA AULA DE PORTUGUÊS: O COMPUTADOR NA SALA DE AULA [continuação]
Falsos problemas
Nessa seção vamos tratar de algumas questões freqüentemente levantadas por professores. Essas questões não chegam a ser verdadeiros problemas por serem facilmente contornáveis.
Uma dessas questões é: E se o meu aluno encontrar uma informação que eu não conheço? Que bom! O professor não precisa se preocupar em saber tudo que o aluno pode encontrar usando o computador. Como saber tudo o que há na Internet ou em um CD Rom? Impossível.
Agora tudo é de verdade. O aluno não vai mais falar para os colegas nem para o professor coisas que os seus interlocutores já sabem. Os alunos vão pesquisar sobre assuntos do seu interesse e o professor vai aprender muito com isso. Nessa aula todo mundo vai aprender. O aluno também não vai precisar escrever sempre para leitores fictícios. Pelo contrário, o computador abre portas para comunicações verdadeiras, com os próprios colegas, com colegas de outras turmas, de outros colégios, de outros estados e até de países diferentes. Isso vai tornar a aula ainda mais interessante.
Ao professor cabe o papel de preparar bem as aulas oferecendo desafios e questões interessantes para os alunos, explorando da melhor maneira possível os recursos que o computador lhe oferece. Cabe a ele também estimular a reflexão crítica e competência dos alunos em relação aos elementos lingüísticos envolvidos nas leituras e produções de texto dos alunos.
Outra questão reflete o medo que se tem de danificar o equipamento e é a seguinte: E se os alunos estragarem o computador? Não é tão fácil assim estragar um computador. Mas o professor não deve deixar seus alunos à toa na frente de um, porque eles podem fazer algumas bobagens como procurar sites pornográficos na Internet, apagar programas, atrapalhar a configuração do computador, entre outras. As atividades precisam oferecer desafios aos alunos e os envolver tão profundamente que eles não tenham tempo nem de pensar em fazer bobagens. Estabelecer limites de tempo para a realização das tarefas assim como instaurar a competição entre os grupos pode trazer bons resultados nesse sentido.
Um trabalho de conscientização dos alunos também nunca é demais. É preciso lembrar sempre dos cuidados que se deve ter com essa aparelhagem e dos benefícios que esse equipamento traz para as aulas, tornando-as mais interessantes, atraentes, divertidas, etc. Envolver os próprios alunos na criação de uma campanha de conscientização em relação à necessidade de conservar os computadores pode trazer frutos positivos em relação ao cuidado dos alunos com essas máquinas.
A falta de um computador para cada um dos alunos da turma é também uma questão freqüentemente levantada e que merece ser discutida. Para usar o computador como instrumento de aprendizagem não é necessário que haja uma máquina para cada aluno, pelo contrário, o trabalho em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos pode ser muito mais proveitoso, só depende da tarefa que o professor vai dar aos alunos. Talvez seja interessante alertar para o fato de que mais vale uma sala com 10 computadores do que 10 salas com um computador em cada uma. Se só há um computador em cada sala de aula, somente o professor vai usá-lo e certamente esse equipamento ficará subutilizado, sendo apenas um quadro-negro mais sofisticado. Mas se há computadores suficientes para que os alunos trabalhem em pequenos grupos e se o professor preparar tarefas que exijam que os grupos trabalhem como verdadeiras equipes, então o computador vai revolucionar a aula de português.
Uma atitude que pode evitar alguns problemas, quando da divisão dos grupos para trabalhar nos computadores, é o professor não deixar que um grupo se forme somente com os experts em computador, nem um grupo só com alunos que têm pouco domínio do equipamento. Caso isso aconteça vai haver um descompasso em relação ao tempo que os grupos vão gastar para realizar suas tarefas. O grupo de experts muito provavelmente vai terminar a atividade mais rapidamente, enquanto o grupo de inexperientes pode ficar entediado por não dominar bem a máquina e demorar demais para realizar a tarefa. Este é um problemas que pode acontecer quando os computadores ainda forem novidade para os alunos. Essa diferença entre experts e iniciantes tende a desaparecer depois de algum tempo de uso dos computadores. De qualquer forma é sempre bom o professor ter em mente tarefas extras para aqueles que concluírem a tarefa mais rapidamente.
E os textos mal escritos e com informações equivocadas que às vezes encontramos na Internet? Isso também não é problema. O professor que está consciente desse fato, alerta seus alunos para ele e, inclusive, usa os textos com problemas em discussões com os alunos a respeito do uso de mecanismos lingüísticos, da estruturação e organização dos textos, para fazer críticas à estrutura argumentativa, entre muitas outras reflexões que um texto mal escrito pode suscitar. E por que não fazer um trabalho interessante de reescrita desses textos? Cada grupo de alunos pode escolher um texto para apontar os problemas e propor soluções para os problemas encontrados. É justamente a riqueza na variedade de textos que se pode encontrar na Internet que a torna tão fascinante e tão útil ao professor de português.
Muitos professores argumentam que a informática não é realidade dos alunos. Esta é uma forte razão para se usar a informática na escola. Se em casa o aluno não vai ter acesso a esse equipamento, e conseqüentemente ao aprendizado que ele possibilita, é dever da escola viabilizar o acesso do aluno ao computador. O mundo profissional tem cobrado dos trabalhadores de todas as áreas conhecimento de informática, portanto, não dar esse conhecimento ao aluno é deixá-lo desde já fora do mercado de trabalho.
Além desses, muitos outros pseudo problemas podem ser discutidos mas haverá sempre uma boa maneira de resolvê-lo e uma boa razão para usar o computador na aula de português.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A nova aula de português: o computador na sala de aula [1]
Carla Viana Coscarelli[2]
Ninguém mais duvida que o computador é coisa do presente. O que parecia futuro há pouco tempo atrás já é realidade na sala de aula. O problema hoje é o que fazer com esse instrumental. Muitos professores ainda não sabem usar o computador, portanto, o primeiro passo é aprender a fazer isso. É preciso saber o que ele pode fazer, para depois saber o que fazer com ele. Isso não quer dizer que devemos saber tudo sobre computador. É preciso, pelo menos, ter intimidade com os recursos mais freqüentemente usados do editor de textos, porque o resto vamos aprendendo um pouco a cada dia de uso desse programa. Além disso, saber receber e enviar e-mails e saber navegar na Internet são condições indispensáveis para quem quer usar o computador na sala de aula.
Outro requisito é mudar a noção do que é uma aula de português. A aula de português, como tradicionalmente concebida, não existe mais. Ao invés de estudar português, os alunos vão aprender através do português. O português vai ser usado como instrumento para se aprender história, geografia, literatura, retórica, educação física, química, etc. Mais do que nunca a interdisciplinaridade vai tomar conta da escola. Isso significa que os alunos precisam saber, na leitura, produzir sentido “levando em conta os recursos lingüísticos presentes [no texto] e percebendo sua inter-relação” e, na escrita, “saber escolher e usar os recursos lingüísticos adequados aos propósitos da interlocução” (Costa Val, 1998:2).
Muitos professores ainda devem estar se perguntando sobre a gramática. Há muito que o estudo da gramática normativa como parâmetro classificatório de períodos, orações e termos deles não deveria ser objeto de estudo sistemático das aulas de português. Aos que ainda insistem em argumentar que o aluno precisa aprender gramática por causa dos concursos, sugiro uma reflexão: estamos preparando o nosso aluno para um concurso ou para a vida? Concursos, mais dia menos dia, vão mudar (muitos já mudaram) e o que será do aluno que só foi preparado para um determinado tipo de concurso?
Excluir da aula de português o estudo da gramática como uma metalinguagem usada unicamente com fins classificatórios, não significa, como andam dizendo por aí, que se deve jogar gramática no lixo. Usar a língua é usar a gramática dessa língua. Então não faz sentido, nem é possível, deixar a gramática de lado. Nem tão pouco é proibido o uso da nomenclatura da gramática tradicional. A gramática normativa deve ser, como os dicionários, um livro de consulta. Devemos ensinar os alunos a consultá-la sempre que houver dúvidas sobre a norma padrão culta e alertá-los para o fato de que ela não é a dona da verdade absoluta nem contém todas as respostas a respeito dessa variante da língua portuguesa. Para os casos de uso de uma linguagem não tão formal e para reflexão sobre muitas questões gramaticais, outras gramáticas, como a Gramática Descritiva do Português de Perini (1996) são muito apropriadas.
Deixar de lado o ensino tradicional da gramática como ele vem sendo feito há anos também não significa que as reflexões sobre a língua não existirão mais, muito pelo contrário, a reflexão sobre a língua em uso é o que deve ser feito. Aos alunos devem ser oferecidas atividades que os desafiem intelectualmente, estimulando-os a refletir sobre o funcionamento da linguagem e aproximando novamente o que nunca devia ter sido distanciado: a reflexão sobre os fatos gramaticais e o uso da língua.
Levando em conta essas considerações que acabamos de fazer, podemos assinalar como dever do novo professor de português fazer com que os alunos:
à tenham consciência das diferenças entre língua oral e escrita;
à saibam reconhecer e usar bem os diversos registros da língua, tanto escrita quanto oral, variando do mais formal ao mais informal;
à saibam ler e redigir os mais diversos tipos de texto (incluindo o e-mail e o hipertexto);
à saibam produzir textos adequados à situação e ao interlocutor a que se destinam;
à tenham o hábito e a capacidade de refletir sobre a linguagem nos seus mais diversos modos de utilização;
à ao invés de memorizar informação, saibam procurar e usar as informações de que precisam. [3]
Em suma, o aluno precisa saber ler e escrever bem, ou seja, precisa dominar a sua língua para que conquiste a autonomia da aprendizagem, que é, afinal de contas, o que queremos todos nós professores. O computador pode ser de grande ajuda nessa tarefa nada fácil, pois será o instrumental que ajudará o professor a propiciar as condições necessárias para os estudantes exercitarem a capacidade de procurar e selecionar informação, resolver problemas e aprender independentemente (Valente, 1989).
[1] Coscarelli, Carla V. A nova aula de português. Presença Pedagógica. Belo Horizonte, mar./abr., 1999.
[2] Professora do Departamento de Letras Vernáculas da FALE/UFMG
[3] Outros objetivos que poderiam ser acrescentados a essa lista estão na primeira versão do currículo do ensino fundamental (Cafiero, 1998).
terça-feira, 20 de julho de 2010
Recursos Tecnológicos e Educação: Amplitude de Possibilidades
| Autor: Rosimar de Freitas Pessanha Data: 12/05/2009 |
| RESUMO Destacaremos nesse estudo uma reflexão sobre a importância da tecnologia em sala de aula, bem como o interesse dos professores a se adaptarem à nova realidade educacional para integrar os recursos tecnológicos, como o computador e a internet à escola e à comunidade. A possibilidade de uma integração das tecnologias à educação requer do docente uma nova postura que levará o mesmo a rever sua prática em sala de aula, adequando os vários meios de informação à metodologia utilizada. Requer dos profissionais novas competências e atitudes para criar e recriar estratégias e situações de aprendizagem que possam tornar-se significativas para o aprendiz, sem perder de vista o foco da intencionalidade educacional. O uso dos recursos tecnológicos podem ser confundidas com a simples presença do computador e a qualidade da educação com políticas oficiais para a formação continuada dos educadores. Neste sentido, surge um profundo questionamento a respeito do aprender a aprender a integrar as tecnologias da informação de forma a promover mudanças no modo de ensinar, de aprender e de enxergar os jovens e crianças dessa geração. A pesquisa baseia-se em obras de autores como Moran ( 2002, 2004, 2007) , Valente (2001), Garcia Aretio (2004), Martins (1991) entre outros. O método utilizado foi pesquisa bibliográfica que traz a visão de vários autores especialistas no assunto. Palavras Chaves: Novas tecnologias, educação, integração, possibilidades. 1. INTRODUÇÃO Temos acompanhado, nas últimas décadas e, principalmente, os debates, que se ampliam constantemente, sobre os efeitos das contínuas e rápidas transformações da sociedade contemporânea no contexto escolar. Na era tecnológica, o professor que já não era o detentor do saber, perde mais um pouco onde o saber é gratuito nas ondas da internet. As relações entre aluno e professor se transformam em razão disso, passam a ser mais horizontal e sem lugar fixo. Tomar consciência dessas transformações extremamente profundas e das suas consequências constitui um desafio para o professor que não pode ser ignorado. Há alguns anos atrás, supôs-se até que os computadores iriam tomar o emprego de milhões de professores; na realidade, mesmo nos países mais desenvolvidos, que dispõe de sistemas educacionais altamente informatizados, nunca se precisaram tanto de professores como hoje. A exigência está em qualificação profissional diante da modernização tecnológica que não podem ser obtidos através dos processos tradicionais de formação profissional, mas demanda novos requisitos, novos conceitos de eficiência. O uso da tecnologia no contexto escolar requer a formação, o envolvimento e o compromisso de todos que atuam no processo educacional no sentido de repensar o processo de ensino e aprendizagem na e para a sociedade do conhecimento. Cada um tem um papel específico e o uso da tecnologia deve atender a todos, para que, juntos possam articular as ações em prol desenvolvimento global do aluno. Nesse estudo, vamos abordar sobre o perfil do educador frente às inovações tecnológicas e como o ensino e aprendizagem devem ser vistos para atender as novas exigências da sociedade. Utilizando metodologia bibliográfica, este estudo faz uma análise de pesquisas de autores como Moran (2002, 2004, 2007), Valente (2001), Kyrillos (1998), Garcia Aretio (2004) entre outros, que retratam as novas necessidades requeridas para os profissionais em educação. Por ser um tema atual, este estudo possibilita uma reflexão sobre dilemas e perspectivas para os educadores diante de uma sociedade em transformação e de uma nova geração mais exigente, mas que precisa aprender a ser capaz de atender às demandas dos novos ambientes de aprendizagem e ser capaz de perceber-se como parte de uma comunidade real ou virtual de aprendizagem colaborativa e desempenhar um novo papel nessa comunidade. A educação à distância também é analisada como uma modalidade específica de ensino que surge com inúmeras vantagens de formação inicial e continuada de professores. 2. REFLEXÕES SOBRE O PERFIL DO NOVO EDUCADOR NA ERA TECNOLÓGICA As drásticas mudanças e violentas transformações que estão ocorrendo no mundo têm sido característica marcante da última década, atingindo todo o âmago da sociedade, das instituições, das escolas e do ser humano. As novas descobertas e conquistas influenciaram e ainda influenciam as ciências, a arte, a economia, e todas as atividades do ser humano . Junto a elas vieram as contradições e problemas da vida atual. Com toda ciência e tecnologia de ponta ainda não foram suficientes para resolver os problemas e o mundo avança em direção à uma situação caótica. A fome, a miséria, a ignorância se alastram. A sociedade está caracterizada por um contexto de crises em todos os seus aspectos: cultural, social, político, econômico, científico, educacional e ambiental. É um momento de cisão, provocado principalmente por respostas insuficientes, que exigem reações rápidas e precisas para a sua solução e superação. Esse contexto de crise e desigualdades exige uma revisão radical na nossa maneira de interpretar a realidade. Inseridas na sociedade, as instituições educacionais brasileiras atravessam um longo período de insatisfação, por parte de professores, alunos, pais e comunidades. Nesse sentido, a função da educação vai além da transmissão de conhecimentos científicos e técnicos. O que está em jogo é uma educação preparada para a formação de alunos que pense e aja diante dos problemas da sociedade atual e seja um agente de transformação dessa sociedade, tornando-a mais justa e igualitária. A tecnologia que está presente e evoluindo a cada dia deve ser posta diante desses alunos como um instrumento para ajudar a resolver tais problemas e não como uma simples diversão ou uma aula diferente. Souza (1999: 23), fazendo uma análise sobre as possibilidades da comunicação em educação e da tecnologia como fundamental nesse contexto, afirma que: Talvez a escola consiga, do mesmo modo que a comunicação como processo social, ultrapassar a idéia de tecnologias da comunicação como sendo determinantes do seu papel social. A compreensão da escola e da comunicação como construtora de significado da vida social, apesar dos meios ou devido a eles, dá-lhes novas razões de parceria. Kyrillos (1998) procurando analisar a educação profissional e o mercado de trabalho quanto aos novos requisitos afirma que em função do avanço tecnológico frequente e constante, exige profissionais capazes e com aptidão intelectual para adaptar técnicas e até mesmo mudar de função ou profissão no decorrer de sua atuação, o que requer uma formação tecnológica que contemple uma sólida base humanista de modo a permitir uma boa integração interpessoal, um bom relacionamento humano, a adaptabilidade a novos e diferentes ambientes de trabalho, repletos de peculiaridades e não é diferente para o professor. |
A atual situação da educação brasileira tem sido objeto de estudo e preocupação uma vez que nos deparamos com uma escola excludente e com um ambiente para confinar crianças e adolescente, enquanto seus pais trabalham. Segundo Moran (2008)
Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, não. Os professores sentem cada vez mais claro o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Creio que muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem bem como fazê-lo e não estão preparados para experimentar com segurança. Muitas instituições também exigem mudanças dos professores sem dar-lhes condições para que eles as efetuem. Frequentemente algumas organizações introduzem computadores, conectam as escolas com a Internet e esperam que só isso melhore os problemas do ensino. Os administradores se frustram ao ver que tanto esforço e dinheiro empatados não se traduzem em mudanças significativas nas aulas e nas atitudes do corpo docente.
Pelo que se observam, os recursos tecnológicos de um modo geral provocaram e provocam grande preocupação para a maioria dos profissionais da educação.
O grande desafio do profissional da educação, mais do que utilizar tal ou qual recurso tecnológico é pautar-se em princípios que privilegiam a construção do conhecimento, o aprendizado significativo, interdisciplinar e integrador do pensamento racional, estético, ético e humanista. A escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação e focar sua intensionalidade na aprendizagem de fato. O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos específicos. E a tecnologia está aí como um instrumento de amplas possibilidades.
Como afirma Veiga (apude MORAN, 2007)
É preciso evoluir para se progredir, e a aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem. O papel então dos professores não é apenas o de transmitir informações, é o de facilitador, mediador da construção do conhecimento. Então, o computador passa a ser o 'aliado' do professor na aprendizagem, propiciando transformações no ambiente de aprender e questionando as formas de ensinar ( 2007, p.2).
Desta forma os profissionais da educação de hoje devem mergulhar no novo modo de aprender e ensinar, onde todos são emissores e receptores de informação, logo educador e educando constroem juntos os conhecimentos, ensinando-se mutuamente.
Tendo em vista um processo de ensino e aprendizagem entendido como comunicação, diálogo e interação, nada melhor que assumir a importância e utilização dos recursos de multimeios nas práticas pedagógicas. Segundo Moran (2007) os professores podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas impactantes para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.